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Por Reuters

A União Europeia e os Estados Unidos irão se comprometer a encerrar suas disputas comerciais transatlânticas e pedir um novo estudo sobre as origens da Covid-19 na cúpula de Bruxelas, na Bélgica, na próxima semana, de acordo com um esboço do comunicado.

aco090621A minuta, que foi discutida pelos embaixadores da UE nesta quarta-feira, traz o compromisso de pôr fim a uma longa disputa sobre subsídios a fabricantes de aeronaves e suspender as tarifas de aço (Imagem: REUTERS)

O rascunho de sete páginas, visto pela Reuters, pretende mostrar resultados concretos da “nova aurora” saudada pelos líderes da UE quando o presidente dos EUA, Joe Biden, assumiu o lugar de Donald Trump em janeiro.

A minuta, que foi discutida pelos embaixadores da UE nesta quarta-feira, traz o compromisso de pôr fim a uma longa disputa sobre subsídios a fabricantes de aeronaves antes de 11 de julho, e a suspender as tarifas de aço, impostas há três anos, até dezembro.

Apesar da pressão de grupos da indústria do aço dos EUA para manter as tarifas de segurança nacional da “Seção 232” impostas por Trump, o esboço diz: “Comprometemo-nos a trabalhar para suspender antes de 1º de dezembro de 2021 todas as tarifas adicionais/punitivas de ambos os lados vinculadas à nossa disputa do aço e do alumínio.”

Na cúpula de Bruxelas, ambos os lados concordarão em cooperar na política da China e também solicitarão um novo estudo sobre as origens da pandemia de Covid-19, detectada pela primeira vez na cidade chinesa de Wuhan, dizia o rascunho.

“Pedimos o progresso de um estudo transparente e baseado em evidências… sobre as origens da Covid-19, que seja livre de interferências”, acrescentava o projeto.

Ambos os lados também prometem um esforço para ajudar a vacinar pelo menos dois terços da população mundial contra a Covid-19 até o final de 2022 e reduzir as restrições à exportação de vacinas.

 

 

 

 

FONTE: https://www.moneytimes.com.br/ue-e-eua-vao-por-fim-a-tarifas-de-aco-e-pedir-novo-estudo-sobre-origens-da-covid-19-documento/

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(Bloomberg) -- O clima seco na América do Sul que impulsiona os preços do milho e da soja para níveis recordes não ameaça apenas as safras, mas também a capacidade de transportá-las em hidrovias que começam a secar.

mapa rios270421© Bloomberg Drying Waterways

Nos rios cada vez mais rasos que fluem pelo Brasil, Argentina e Paraguai, principais países produtores, as barcaças agora transportam um volume abaixo do normal. A situação é tão desesperadora no Paraguai que o país pediu ao Brasil que libere água da hidrelétrica de Itaipu, em meio a navios encalhados e congestionamentos nos portos fluviais porque as barcaças não podem se mover. Em um trecho importante na Argentina do Rio Paraná, cuja extensão total é de 4.900 quilômetros, a incerteza sobre a operação de dragagem pode dificultar ainda mais embarque das colheitas por agricultores.

A crise hidroviária da região destaca o impacto crescente do clima quente sobre a oferta agrícola global que levanta o espectro da inflação de alimentos em um momento de forte demanda liderada pela China. A situação tende a piorar, porque a estação seca acaba de começar. A Argentina, maior exportador mundial de farelo para ração e óleo de soja, embarca cerca de 80% de sua produção agrícola pelos rios. No Paraguai, sem saída para o mar e terceiro maior produtor de soja da região, cerca de 80% do comércio do país passa por hidrovias do interior.

“Este será um ano difícil para navegação”, disse Esteban dos Santos, presidente do Centro de Armadores Fluviais e Marítimos do Paraguai, onde a terceira maior frota de barcaças fluviais do mundo depois dos Estados Unidos e da China navega em rios agora 3 metros abaixo do normal. “Os canais de navegação estão cada vez menores e mais rasos.”

Perto da barragem de Yacyretá, no Paraguai, barcaças carregadas com soja para exportação estão paradas aguardando as águas subirem. A profundidade do Rio Paraná precisa ser de pelo menos 95 centímetros para a navegação, mas atualmente está em um terço disso, disse Dos Santos. A navegação está interrompida desde o início de abril devido à seca. Congestionamentos semelhantes estão se formando em outras partes do país.

A bacia que compreende os rios Paraná e Paraguai e seus afluentes recebe os fluxos principalmente de nascentes na região Centro-Sul do Brasil, onde a seca tem pressionado os preços de commodities agrícolas como milho, café e açúcar. Mesmo em trechos onde as embarcações conseguem navegar, estão carregando menos carga para reduzir o calado.

Em Rosário, um importante centro de embarque da Argentina no Rio Paraná, onde grandes navios carregam as exportações antes de seguirem para o Oceano Atlântico, os níveis de água devem cair para cerca de 1,17 metro esta semana. A média histórica para esta época do ano é de 3,58 metros. A situação se agrava a cada ano por causa das contínuas secas no Brasil, com precipitações insuficientes no período das chuvas para reabastecer os rios.

“Vai ser muito difícil”, disse Guillermo Wade, gerente da Câmara de Atividades Portuárias e Marítimas CAPyM em Rosário. “Teremos níveis de água rasos que afetarão a possibilidade de carregar navios com calados mais baixos.”

A diminuição de um pé no calado máximo do navio - a distância vertical entre a parte inferior da quilha e a linha de flutuação - representa uma perda de 1.800 a 2.200 toneladas de capacidade de carga, dependendo do navio, segundo Wade.

Para piorar a situação na Argentina, a dragagem do Rio Paraná está à beira de uma crise. Um contrato do governo com uma joint venture liderada pela Jan De Nul, empresa belga que faz a escavação no leito do rio e que tem trabalhado horas extras durante a seca, expira este mês e não há um plano claro para estendê-lo ou substituí-lo. Os trabalhadores da dragagem estudam entrar em greve para protestar contra a incerteza.

As águas que abastecem os rios Paraguai e Paraná fluem para o sul dos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo. No estado de São Paulo, houve escassez de precipitações em cada estação chuvosa nos últimos 13 anos. As chuvas no primeiro trimestre deste ano atingiram apenas metade do volume esperado, segundo dados do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC). No Mato Grosso, as principais áreas que abastecem a bacia tiveram precipitação abaixo da média por uma década. No Mato Grosso do Sul e em Minas Gerais, a situação é parecida.

No ano passado, a Argentina teve que pedir ao Brasil para liberar água de Itaipu no Rio Paraná para aumentar os volumes, que atingiram o nível mais baixo desde 1989.

O Brasil envia a maior parte da produção agrícola para portos marítimos de caminhão ou trem, e o transporte de soja por hidrovias é mais comum na Bacia Amazônica, mas parte do transporte fluvial do país tem sido afetado pela seca. Em Corumbá, próximo à fronteira sul com o Paraguai, onde a Vale usa vias fluviais para exportação, as barcaças navegam com 20% a menos de carga por causa da baixa profundidade.

O problema não será fácil de superar, e os mercados de produtos agrícolas podem ter que se preparar para problemas logísticos após a colheita desta temporada.

“Os rios podem levar um ou dois anos para se recuperar, dependendo das chuvas”, disse Francisco Catarino, sócio da empresa de logística fluvial FJLC Consultoria.

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©2021 Bloomberg L.P.

 

 

 

 

FONTE: https://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/rios-mais-secos-afetam-embarques-agr%c3%adcolas-na-am%c3%a9rica-do-sul/ar-BB1g6Kis

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Marta Cavallini, G1

Em 2020, 45% das empresas com intermitentes ampliaram o número de contratos; entre os motivos estão a adequação da força de trabalho à flutuação da produção em um cenário de incertezas e a contratação de trabalhadores com habilidades específicas que não demandam prestação de serviço em tempo integral.

industria230421Trabalho intermitente se tornou importante na indústria para a manutenção de vínculo com trabalhadores com habilidades e perfil específicos, mas que não demandam prestação de serviço em tempo integral. — Foto: Divulgação/Fiep

Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 15% das 523 empresas entrevistadas contrataram intermitentes em 2019 e 2020, e 85% delas pretendem contratar na modalidade em 2021 e 2022.

Além disso, o levantamento revela que o regime intermitente foi utilizado para manutenção dos vínculos formais num contexto de imprevisibilidade trazido pela pandemia. Em 2020, 45% das empresas com intermitentes ampliaram o número de contratos e 44% o mantiveram. Um dos motivos apontados foi a rápida adequação da força de trabalho à flutuação da demanda.

Segundo números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o setor da Indústria gerou apenas 19% das vagas intermitentes entre 2020 e 2021 (leia mais abaixo).

A maior parte dos intermitentes da indústria, segundo a pesquisa da CNI, trabalha no chão de fábrica – 67%. Serviços de conservação e limpeza (20%) e de transportes (18%) vêm em seguida.

O contrato de trabalho intermitente é uma prestação de serviços em períodos alternados, e o trabalhador é remunerado de maneira proporcional, somente pelo período trabalhado. Além disso, a prestação de serviços esporádica deve ser registrada em carteira e há direitos trabalhistas previstos como férias e 13º proporcionais e depósito do FGTS.

De acordo com a gerente-executiva de Relações do Trabalho da CNI, Sylvia Lorena, a pandemia trouxe desafios para o planejamento e a gestão da indústria, substituindo as sazonalidades pelos períodos de paralisação da produção e aumento repentino de demanda.

“Nesse contexto, o contrato intermitente se mostrou um instrumento importante para que as empresas pudessem dimensionar sua força de trabalho num cenário de grandes incertezas”, disse.

Além de o contrato intermitente permitir adequação a flutuações na produção, 70% das empresas disseram que a modalidade se tornou importante para a manutenção de vínculo com trabalhadores com habilidades e perfil específicos para certas atividades, mas para os quais não há demanda de prestação de serviço em tempo integral. Entre as pequenas indústrias, o percentual chegou a 77%.

Entre as empresas que utilizaram intermitentes, 72% formalizaram no contrato um número mínimo de horas mensais. Os quantitativos de horas pré-contratadas mais comuns são mais de 40 horas mínimas mensais, presentes em 23% dos contratos, e até 8 horas por mês, presentes em 20% dos registros.

Sylvia Lorena explica que esse mínimo de horas nos contratos intermitentes, além de conferir previsibilidade à prestação do serviço, permite às empresas dispor de trabalhadores em período compatível com a demanda de serviço, que tem sido predominante nas áreas operacionais. Isso faz com que o intermitente seja uma alternativa enquanto as empresas seguem com faturamento restrito.

“Essa flexibilidade que o contrato intermitente confere, no contexto da crise de 2020, se mostra interessante para a gestão de pessoal em meio à imprevisibilidade sobre a recuperação da economia este ano”, explica.

Das empresas que firmaram contratos intermitentes em 2019 e 2020, 60% afirmaram ter empregado entre 1 e 10 trabalhadores na modalidade, enquanto para 29% foram mais de 20 contratos formalizados e em 11% foram entre 11 e 20 vínculos intermitentes.

Insegurança jurídica freia contratações

Mesmo com a pretensão de ampliar a utilização da modalidade, as empresas apontam fatores que reduzem ou dificultam as contratações dos intermitentes.

Metade das empresas ouvidas aponta a insegurança jurídica em relação ao trabalho intermitente. A modalidade, instituída pela reforma trabalhista em 2017, é questionada no Supremo Tribunal Federal (STF) por meio de Ações Diretas de Inconstitucionalidade, que aguardam por decisões dos ministros.

Na sequência, vem a própria atividade da empresa que dificulta a contratação em regime intermitente, citada por 44% das entrevistadas.

“As atividades na indústria, por natureza, demandam maior qualificação e capacitação técnica de seus empregados, o que reforça a percepção de que o trabalhador intermitente na indústria tem sido contratado com um perfil ou habilidade específica”, analisa o especialista em Relações do Trabalho da CNI, Pablo Rolim Rolim.

Insegurança sobre se o trabalhador atenderá ao chamado para o trabalho é o terceiro fator que traz receio nas empresas, apontado por 33%.

Indústria gera 19% das vagas intermitentes entre 2020 e 2021

Entre janeiro de 2020 e fevereiro de 2021, foram criadas 80.971 vagas intermitentes, de acordo com dados do Caged. Só em 2020, foram 72.879 postos. A indústria gerou 13.264 vagas na modalidade em 2020 e 2.057 em 2021 – ou seja, 19% do total de vagas intermitentes no período de 14 meses.

Para Pablo Rolim, os dados tanto do Caged quanto da pesquisa indicam que não há substituição do típico contrato de trabalho em jornada em integral, e que "o contrato intermitente cumpre sua função de permitir complementar a força de trabalho para a execução de funções específicas”.

O setor de Serviços foi o que mais criou vagas para intermitentes, com 47.140 postos desde 2020 – 58% do total –, puxado pelas áreas de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (29.654 vagas do total).

O período com maior criação de vagas intermitentes foi entre outubro e dezembro de 2020, puxado pela demanda do Natal. No caso da indústria, o aquecimento nas vagas foi pulverizado entre os meses de julho e dezembro. Veja nos gráficos abaixo:

Criação de vagas intermitentes por setores — Foto: Economia G1

Criação de vagas intermitentes por setores — Foto: Economia G1

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Em 2020, foram geradas 142.690 vagas formais, puxadas pelos setores da Construção, Indústria e Agropecuária. Das 95.588 vagas com carteira assinada geradas na indústria, 14% foram para intermitentes. Já entre o total de vagas criadas, 51% foram na modalidade intermitente no ano passado – 72.879 de 142.690.

Nos dois primeiros meses do ano, o saldo de vagas com carteira assinada é de 659.780. Juntos, os setores de Serviços e Indústria foram responsáveis por 438.752 vagas. Na indústria, das 185.209 vagas formais criadas, apenas 1,1% foi de intermitentes. No caso de Serviços, a proporção é um pouco maior, de 3,4%. Já entre o total de vagas criadas, apenas 1,23% foi na modalidade intermitente no período – 8.092 de 659.780.

Total de vagas com carteira assinada por setores — Foto: Economia G1

 Total de vagas com carteira assinada por setores — Foto: Economia G1
 

 

 

 

 

FONTE: https://g1.globo.com/economia/concursos-e-emprego/noticia/2021/04/23/pandemia-leva-industria-a-ampliar-contratacao-de-intermitentes.ghtml

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Por Jornal do Brasil

As maiores quedas foram observadas no Ceará, Pará e Bahia, de acordo com os dados divulgados hoje (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

usina cana090421Credit...José Paulo Lacerda

A produção industrial recuou em dez dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na passagem de janeiro para fevereiro deste ano. As maiores quedas foram observadas no Ceará (-7,7%), Pará (-7,4%) e Bahia (-5,8%), de acordo com os dados divulgados hoje (8).

Também apresentaram recuos na produção os estados do Paraná (-2,5%), Santa Catarina (-1,5%), São Paulo (-1,3%), Rio Grande do Sul (-1,1%), Pernambuco (-1,1%) e Amazonas (-0,9%). A Região Nordeste, única que é analisada em seu conjunto, teve uma perda de 2,6% no período.

Por outro lado, cinco estados tiveram alta: Mato Grosso (7,3%), Espírito Santo (4,6%), Goiás (2%), Rio de Janeiro (1,9%) e Minas Gerais (0,5%).

Outras comparações

Na comparação com fevereiro de 2020, também foram observadas quedas em dez dos 15 locais, com destaque para Bahia (-20,9%), Pará (-11,4%) e Espírito Santo (-10,1%). Cinco locais tiveram alta, sendo a maior delas registrada em Santa Catarina (8,1%) e Rio Grande do Sul (7,9%).

No acumulado do ano, oito dos 15 locais tivera alta, sendo as mais acentuadas nos estados de Santa Catarina (9,5%) e Rio Grande do Sul (8,4%). Entre os sete locais com queda, a maior foi observada na Bahia (-18%).

Já no acumulado de 12 meses, 13 locais tiveram perdas em sua produção, com destaque para o Espírito Santo (-14,1%). Dois estados tiveram resultados positivos: Pernambuco (3%) e Pará (0,1%).(com Agência Brasil)

 

 

 

 

FONTE: https://www.jb.com.br/economia/2021/04/1029447-producao-industrial-recua-em-dez-locais-em-fevereiro-diz-ibge.html

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Por Giovanni Lorenzon 

O mercado interno para a soja voltou a ficar atraente com os R$ 172 a saca que a oleaginosa voltou a segurar na sexta-feira no Porto de Paranaguá, amparada pelo câmbio e pela demanda.

soja290321Oleaginosa está competitiva no mercado interno com ajuda do câmbio e da demanda (Imagem: Antonio Neto)

Na comparação com o preço praticado em Chicago nesta segunda (29), em torno dos US$ 14 o bushel, convertido em reais, há alinhamento, mas o custo do frete até o porto come mais a margem do exportador, segundo o trader Marlos Correa.

Com o dólar a R$ 5,79, a saca está em R$ 178, mas descontados o prêmio negativo mais taxas de embarques, desce a R$ 172,68/sc, contabiliza o titular da InSoy Commodities.

“Precisaria estar em R$ 175 [no mercado futuro] para dar paridade”, diz, dando o exemplo do custo do transporte de Cascavel até o porto paranaense, que está entre R$ 10 e R$ 12 por saca.

 

 

 

 

FONTE: https://www.moneytimes.com.br/frete-alto-para-o-porto-e-demanda-deixam-a-soja-mais-apetitosa-no-mercado-interno/

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Ilca Maria Estevão 

Etiquetas começaram a perder embaixadores na China após polêmicas e preconceito com matérias-primas do país

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Com o rápido avanço da Covid-19 pelo mundo, os chineses e comunidades asiáticas passaram a sofrer fortes ataques racistas, depois que o vírus foi considerado por algumas pessoas, como o ex-presidente americano Donald Trump, como uma “doença chinesa”. Na indústria da moda, não foi diferente: estilistas, marcas e modelos desse país começaram a ser evitados. Além disso, algumas grifes recusaram matéria-prima chinesa, como o algodão de Xinjiang, medida que está gerando grande repercussão na mídia local nos últimos dias.

Um artigo publicado na The Lancet, considerada a revista científica de maior relevância no mundo, apontou que o primeiro paciente confirmado com o novo coronavírus esteve na capital da província de Hubei, na China. Em tempos de forte disseminação de fake news e diante da pandemia, os países e os asiáticos mundo afora se tornaram alvos para episódios de discriminação racial.

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Marcas de moda ocidentais estão ganhando destaque nos noticiários e redes sociais chinesas

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Desta vez, a gigante sueca de roupas fast fashion H&M está no centro da controvérsia

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Em setembro do ano passado, a varejista se recusou a comprar algodão de Xinjiang, na China

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A mídia chinesa informou que os produtos da H&M foram removidos das principais plataformas de comércio eletrônico locais

Nas redes sociais, a comunidade começou a lançar campanhas como #JeNeSuisPasUnVirus e #EuNãoSouUmVírus, com o objetivo de reunir denúncias e conscientizar a população mundial. Não demorou para os chineses observarem as movimentações e declarações das marcas de moda.

Sites de relacionamento locais e a imprensa do país evidenciaram que algumas etiquetas se posicionaram contra o uso de algodão proveniente da região de Xinjiang, no noroeste do país. O primeiro caso que ganhou destaque nos últimos dias foi o da H&M.

A varejista está enfrentando um boicote após uma declaração feita em setembro do ano passado vir à tona. Tratam-se de relatos de trabalho escravo na região e posicionamento contra o uso da matéria-prima dessa localidade. Nele, a H&M disse estar “profundamente preocupada com relatos de organizações da sociedade civil e da mídia que incluem acusações de trabalho forçado e discriminação de minorias étnico-religiosas”.

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A Nike também está na mira, por ter declarado “preocupação” com as condições de trabalho na mesma região chinesa

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Na quarta-feira (24/3), a marca esportiva publicou um comunicado deixando clara a sua posição

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No mesmo pronunciamento, a Nike explicou que não importa algodão da região

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Foi o suficiente para tornar o assunto um dos tópicos mais quentes nas redes sociais chinesas

Uma declaração semelhante da Nike também atraiu críticas na quarta-feira (24/3), segundo o jornal americano The New York Times. A indignação foi registrada em plataformas como Weibo. Na rede social, a Nike chegou a ficar entre os assuntos mais buscados do dia.

O site Business of Fashion comunicou que os embaixadores chineses das marcas Burberry, H&M, Nike, Adidas, Clavin Klein, Uniqlo e Converse estão renunciando aos cargos que ocupam. As publicações estão sendo acompanhadas de comentários nos quais os porta-vozes afirmam não concordar com as decisões de não comprarem algodão de Xinjiang. A coluna continuará acompanhando os desdobramentos do caso.


Colaborou Sabrina Pessoa

 

 

 

 

FONTE: https://www.metropoles.com/colunas/ilca-maria-estevao/chineses-boicotam-burberry-hm-nike-e-outras-marcas-saiba-o-porque

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