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Por: Isabela Alves

O ativista Fred Hampton lutou contra a segregação racial nos Estados Unidos. Sua trajetória e seu assassinato foram retratados no filme ‘Judas e o Messias Negro’

fredhampton040321Na imagem, Daniel Kaluuya e Fred Hampton.

Nascido em 30 de agosto de 1948, o ativista Fred Hampton tinha apenas 20 anos de idade quando se tornou líder do Partido dos Panteras Negras no Estado de Illinois, nos Estados Unidos.

Desde cedo, ele passou a se importar com as injustiças sociais sofridas pela população negra nos Estados Unidos. 

Na adolescência, ele se tornou membro da Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor (NAACP, na sigla em inglês), e já no ensino médio passou a organizar manifestações contra o racismo e pela contratação de mais professores e administradores negros. 

Também participou de uma campanha que lutou para que as piscinas não fossem segregadas para crianças negras, em Chicago. 

Apesar de lutar de forma ativa, ele tinha problemas para se comunicar em público. Hampton passou então a estudar mais sobre como os pastores se comportavam e passavam as suas mensagens na Igreja.

Em um dos seus discursos mais icônicos, ele fez o público levantar, erguer o punho fechado e repetir ‘eu sou um revolucionário’. 

Ao assumir a liderança do Partido dos Panteras Negras em Illinois, Hampton estabeleceu vários programas comunitários, entre eles um que oferecia café da manhã gratuito a crianças em idade escolar, e planejou a instalação de uma clínica médica.

Hampton estabeleceu parcerias com grupos que lutavam por direitos civis, contra o racismo, brutalidade policial e pobreza, na chamada ‘Coalizão Arco-Íris’, que incluía os Young Lords (grupo de ativistas porto-riquenhos) e os Young Patriots (ativistas brancos com origens no sul do país que lutavam contra a pobreza).

Diante das mobilizações que vinha organizando em prol de mais direitos da população negra, Hampton passou a ser investigado pelo FBI (polícia federal americana), que na época estava sob o comando de J. Edgar Hoover.

O FBI tinha o objetivo de desestabilizar e desacreditar as ações nacionalistas negras e “grupos de ódio”. É válido ressaltar que outros líderes que foram importantes na luta pelos direitos civis também estavam sendo investigados, como, por exemplo, Martin Luther King e Malcolm X.

Durante as operações, Hoover afirmava que era preciso evitar o surgimento de um “messias”, que pudesse “unificar e eletrizar o movimento militante nacionalista negro”.

Por os Panteras Negras serem a favor do porte de armas e resistir de maneira violenta à brutalidade policial, o FBI passou a enxergá-los como um grupo extremista que ameaçava a segurança do país. 

É importante ressaltar que o grupo não lutava somente contra a violência policial e violência do Estado, mas também discutia a desigualdade econômica, de habitação e educação, encarceramento em massa, a Guerra do Vietnã e como homens negros e latinos eram a maioria dos convocados a lutar pelos Estados Unidos.

Apesar de dedicar a sua vida para a luta de um mundo mais justo e igualitário, Hampton sabia que acabaria morrendo em prol da causa. Um ano antes da sua morte, ele foi preso e condenado injustamente por roubos de sorvetes. 

Em 4 de dezembro de 1969, aos 21 anos de idade, Hampton foi morto em uma invasão da polícia ao apartamento onde estava com outros membros dos Panteras Negras.

A ação foi facilitada por detalhes fornecidos por William O’Neal, um informante do FBI infiltrado no grupo. O envolvimento do FBI em seu assassinato só veio a público anos depois.  

Todas essas ações foram retratadas no filme ‘Judas e o Messias Negro’, dirigido por Shaka King e estrelado por Daniel Kaluuya e Lakeith Stanfield.

O seu assassinato também foi retratado no livro The Assassination of Fred Hampton: How the FBI and the Chicago Police Murdered a Black Panther (‘O Assassinato de Fred Hampton: Como o FBI e a Polícia de Chicago Assassinaram um Pantera Negra’, em tradução livre.


Fonte:BBC Brasil

 

 

 

 

FONTE: https://observatorio3setor.org.br/noticias/o-lider-dos-panteras-negras-morto-pela-policia-aos-21-anos/

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