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Por Diego Brito - especial para o Metro

Família. De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, queda ocorre por causa da paralisação dos processos durante a pandemia do coronavírus

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Centenas de mães, pais e crianças deixaram de formar uma família em 2020 devido à pandemia do novo coronavírus. A quantidade de adoções entre janeiro e outubro deste ano foi 40% menor em comparação ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados do SNA (Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento).

A redução de 2.450 processos finalizados para 1.478 se deve à paralisação dos casos em andamento nos tribunais espalhados pelo país que precisaram fechar durante a pandemia. A queda foi acentuada a partir do mês de abril, quando as medidas de isolamento social para conter a disseminação do coronavírus se intensificaram (veja mais informações ao lado).

A juíza auxiliar da presidência do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), Trícia Navarro Xavier Cabral, explica que as varas de infância e da juventude foram autorizadas a realizar audiências de forma virtual para não deixar os procedimentos parados.

“O Judiciário tem tomado todas as medidas possíveis para que os direitos da infância e juventude sejam assegurados e os processos tramitem com maior agilidade possível. Claro, dentro dos limites decorrentes do isolamento social e sem submeter as nossas crianças e adolescentes, bem como os servidores públicos e colaboradores, a um perigo maior, a covid-19”, disse. A expectativa é de que os números comecem a subir com as últimas flexibilizações.

A cirurgiã dentista Adriana Santos David, 39 anos, está na fase de aproximação com o filho, de 1 ano. “Quando conheci ele foi um momento mágico. Desde os 15 anos meu sonho é ser mãe. Me casei por duas vezes, mas infelizmente não deu certo. Então, decidi ser mãe solo.”

Para driblar a ansiedade da espera, que completou cinco meses em novembro, ela decidiu focar nos estudos e cursar uma pós-graduação. “Consegui  distrair a mente e também vai me ajudar a dar um futuro ainda melhor para meu filho”, afirmou.

Na visão de Adriana, o seu processo não demorou tanto porque a criança tem catarata. Segundo informações do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento, apenas 6% das adoções realizadas em 2020 foram de crianças com algum problema de saúde.

‘É um momento de incerteza’

A bancária Priscila Mendes, 36, e o empresário Eliel Barbosa, 38, estão há um ano e sete meses na espera da ligação que mudará a vida do casal: a da confirmação que o processo de adoção do segundo filho foi finalizado.

O primeiro, Pedro, de 3 anos, também foi adotado. “Decidimos adotar por conta da infertilidade do meu marido. Ficamos dois anos e dois meses na fila. Quando ele chegou foi um momento especial, porque foi bem no dia do meu aniversário”, explicou Priscila.

Segundo a bancária, a ansiedade para a chegada do segundo filho é diferente. “Tenho que dar muita atenção ao Pedro, então agora está um pouco mais tranquilo. No entanto, há com certeza uma preocupação. Com a atual situação, é um momento de muita incerteza. Processos que estavam na frente do meu foram paralisados no início da pandemia e agora a maioria está atrasada”, disse.

Priscila tem um canal no YouTube em que fala sobre a adoção do primeiro filho. “Comecei na pandemia justamente para levantar a bandeira da adoção. Foi a descoberta de um amor que não tem como medir.”

‘Diálogo é o segredo da espera’

Um ponto em comum atinge as mães, pais e crianças que fazem parte do processo de adoção: a ansiedade. De acordo com o professor de psicologia da Universidade Mackenzie de Campinas Marcelo Santos, o acompanhamento psicológico é essencial neste momento.

Além das sessões com um profissional, ele afirma que o diálogo é o “segredo” durante a espera. “A adoção é uma alternativa nobre, mas muito dolorosa. É necessário criar dentro do seio conjugal um diálogo muito forte. É importante ficar atento a quem tem mais dificuldade de lidar com as emoções. É preciso sempre expor com um olhar carinhoso”, explicou.

Em relação às crianças, principalmente as que estão próximas da adolescência, o professor explica que a atenção deve ser ainda maior. “O trabalho de psicólogos e assistente sociais que auxiliam esses jovens que estão crescendo sem ter uma família é fundamental. Elas não podem ser completamente abandonadas quando atingem a maioridade.”

Conforme o CNJ, o baixo índice de adoção, mesmo antes da pandemia, ocorre em decorrência da idade. Entre as crianças que não encontraram uma família, 88% tem acima de 10 anos. Apenas 6% dos pretendentes habilitados aceitam essa faixa etária.

 

 

 

 

FONTE: https://www.metroworldnews.com.br/foco/2020/11/09/numero-de-adocoes-cai-40-no-brasil-em-2020.html

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