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Kris Gaiato - via nexperts

Embora os livros físicos ainda ostentem certo charme, são os eBooks que oferecem a maior praticidade. Afinal, com um tablet ou um Kindle em mãos, você pode ter inúmeros livros a um clique de distância. Os livros digitais já existem há bastante tempo, mas foi há alguns anos com maiores investimentos da Amazon, que eles se tornaram mais populares — não foi à toa que a empresa conquistou o status de maior referência no segmento.

ebook130521Imagem: Unsplash/Reprodução

Além de ser mais prática, essa mídia é ainda mais econômica do que os livros físicos (pelo menos, na maioria dos casos). É possível encontrar eBooks na Internet por preços inacreditavelmente menores do que aqueles praticados por livrarias. Além de mais baratos, eles ainda são frequentemente disponibilizados sem custo nenhum. A seguir, listamos alguns sites confiáveis para você baixar títulos digitais (inclusive clássicos e títulos premiados) sem gastar nada:

Onde encontrar eBooks gratuitos?

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O Kindle, vendido pela Amazon, é um dos inúmeros dispositivos dedicados à leitura de eBooks.Fonte:  Unsplash/Reprodução 

Embora seja natural pensar que se trata de pirataria, essa prática é comum entre sites governamentais e livrarias. O objetivo é incentivar a leitura, bem como facilitar o acesso da população a livros — e, claro, em alguns casos, impulsionar a popularidade do site e suas vendas. Portanto, fique tranquilo: os sites a seguir são oficiais e seguros.

Amazon

Evidentemente, a Amazon não poderia ficar de fora dessa lista. Isto porque, além de ser referência em vendas de livros digitais, o site conta com uma vastidão de eBooks gratuitos — incluindo clássicos da literatura estrangeira e nacional.

A empresa, inclusive, foge da premissa de que algo gratuito implica em baixa qualidade. Além de oferecer obras renomadas, atuais e antigas, as mídias costumam ter uma ótima formatação (o que é indispensável quando se fala em leitura digital). Para acessar, clique aqui.

Biblioteca Mundial Digital

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Unsplash/Reprodução 

Além do site de Jeff Bezzos, os leitores podem recorrer à Biblioteca Mundial Digital, um projeto desenvolvido pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos e pela UNESCO em parceria com outras 31 instituições estrangeiras.

O site conta com um acervo de quase 20 mil itens de 193 países diferentes. O diferencial deste projeto é que, além de livros comuns, são disponibilizados documentos históricos, fotografias e obras literárias raras. Para conferir, clique aqui.

ebooks Brasil

Caracterizado como uma “eBiblioteca Pública”, o ebooks Brasil é um projeto não governamental e sem fins lucrativos que reúne diversos clássicos mundiais, incluindo criações de Voltaire, Friedrich Nietzsche, Immanuel Kant e Fiódor Dostoievski, entre outros títulos. O projeto está disponível neste link.

Livraria Cultura

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Unsplash/Reprodução 

A Livraria Cultura, embora não tenha como foco principal a disponibilização gratuita de livros, oferece alguns títulos sem custo. Os conteúdos disponibilizados variam desde obras acadêmicas até clássicos, como os de Edgard Allan Poe. Para acessar, clique aqui.

Machado de Assis

Em homenagem ao escritor brasileiro Machado de Assis, o Ministério da Educação (MEC) disponibilizou suas obras gratuitamente no centenário de sua morte, que ocorreu em setembro de 2008. Segundo o órgão, o objetivo é ampliar o acesso às publicações do autor. As obras seguem disponíveis, para acessá-las clique aqui.

Open Library

O Open Library é um site colaborativo que tem como objetivo catalogar todas as publicações já feitas. Atualmente, o projeto possui mais de 1 milhão de títulos em diversos idiomas. Entre as obras de destaque estão as do autor William Shakespeare. Para conhecer o projeto, confira o site aqui.

Project Gutenberg

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Embora dispositivos dedicados proporcionem mais conforto, os eBooks também podem ser lidos em celulares, tablets e computadores.Fonte:  Unsplash/Reprodução 

Já chegando ao fim da lista, vale citar o Project Gutenberg, uma plataforma que disponibiliza cerca de 56 mil eBooks de graça em variados idiomas. Entre as obras mais acessadas, vale citar Orgulho e Preconceito, de Jane Austen; Heart of Darkness, de Joseph Conrad; e a Metamorfose, de Franz Kafka. Esses e outros títulos estão disponíveis aqui.

Saraiva

Por fim, mas não menos importante, citamos a Saraiva que, assim como a Livraria Cultura, promove o acesso à leitura através de livros digitais gratuitos. No site, é possível conferir uma seção especialmente dedicada a essa categoria. No total, são mais de mil itens disponíveis para download. Confira o site aqui.

Caso conheça outros meios seguros e oficiais de baixar eBooks gratuitos, compartilhe conosco nos comentários abaixo!

 

 

 

 

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Ubiratan Brasil

O isolamento social, necessário para combater a pandemia da covid-19, pode ser aborrecido para alguns, mas se revelou plenamente produtivo para a escritora Ana Maria Machado – de uma só vez, uma das maiores autoras da literatura infantojuvenil do Brasil lança agora três novos livros: Igualzinho a Mim, A História que Eu Queria e O Mesmo Sonho, todos com a chancela da editora Moderna.

ana maria machado160421© Hélvio Romero/Estadão A escritora Ana Maria Machado, que está lançando três livros

“Foram processos distintos de criação, pois alguns começaram a ser pensados há muitos anos, mas todos foram escritos durante a pandemia”, revela Ana Maria ao Estadão. “A ideia de O Mesmo Sonho, por exemplo, me acompanhava fazia 30 anos, pois nasceu a partir de uma pergunta feita pela minha filha, que era pequena: ‘Mãe, você pode entrar nos meus sonhos? Eles ficam no meu travesseiro?’ Aquilo era fascinante, mas eu não conseguia dar continuidade, o que só aconteceu durante a pandemia.”

O Mesmo Sonho conta a história de Zeca, menino fascinado pelas fantasias que marcam o sono das pessoas – ele quer entender como acontecem, se podem se repetir, e por que cada um sonha de uma maneira tão distinta do outro. Ao descobrirem quais foram os sonhos de cada um, Zeca e sua turma decidem compartilhar as histórias, a fim de criar novos. Para isso, pretendem unir todos os sonhos, cada um do seu jeito, para criar um lugar muito feliz.

Igualzinho a Mim também teve uma trajetória intensa até chegar ao formato ideal. Ana Maria conta que, no início, planejava uma história com bichos – primeiro, patinhos; depois, cachorrinhos –, mas a trama se esticava e não se sustentava. “Até que, num determinado dia da pandemia, me ocorreu que a história deveria ser contada quase como um poema, com texto metrificado. Aí, bastaram duas horas para o livro nascer.”

Assim, a obra trata das diferenças entre as pessoas, que são distintas sob diversos aspectos: cada um tem um cabelo, uma voz, uma cor de pele; há quem goste de correr, de pular, de assistir à televisão; há quem more em diferentes tipos de casas, de cidades e quem tenha famílias compostas das mais variadas maneiras. Apesar de tantas diferenças, que tornam cada indivíduo um ser único, existem também semelhanças: todos temos um coração no peito, os mesmos direitos e merecemos respeito – para principalmente ser do jeito que somos.

“Eu pretendi discutir a noção de que somos parecidos”, conta a autora. “A criança, quando conhece outra pessoa, vê primeiro a semelhança, a igualdade, e faz isso com muita naturalidade. As diferenças vêm depois, à medida em que a criança cresce e se insere cada vez mais na sociedade. Vivemos um momento em que as diferenças são cada vez mais acentuadas, por isso eu quis valorizar as semelhanças.”

A importância da solidariedade e de as pessoas serem mais colaborativas e criativas, respeitando a diversidade, inspirou o terceiro livro, A História que Eu Queria. Ana relembra que a ideia surgiu por acaso, em junho de 2019, quando estava na sede da editora Moderna, em São Paulo, para, entre outros assuntos, dar uma entrevista ao Estadão. “Eu estava no elevador quando, em uma parada, entraram duas moças e uma delas contava que a filha, ao descobrir onde a mãe trabalhava, ‘encomendou’ uma história de princesa.”

Segundo a escritora, esse cardápio de histórias que as crianças pedem a incentivou a imaginar uma trama que mostrasse como os pequenos criam o próprio repertório, na maioria das vezes a partir de qualquer assunto, principalmente os mais banais.

Dessa forma, A História que Eu Queria acompanha Nanda, Carol e Beto, três amigos fascinados por narrativas diversas – enquanto Carol gosta de contos de fadas com muitas princesas, Nanda adora as tramas com astronautas e que se passam no espaço, e Beto é fissurado por dinossauros. Como já devoraram tudo a respeito de suas preferências (até a internet não traz mais novidades), os amigos decidem criar eles próprios seus livros e contos, que nascem aos poucos, a partir da colaboração de cada um.

“Eles inventam o que querem ler”, conta Ana Maria que, há anos, mantém contato direto com crianças. “O curioso é que as perguntas, em geral, são quase sempre as mesmas, e isso vale até para meninos e meninas de outros países, que falam outras línguas.” Segundo ela, o raciocínio de uma história bem contada – e bem assimilada pelos pequenos – está na letra que Chico Buarque criou para a canção João e Maria: “Agora eu era o herói / E o meu cavalo só falava inglês /A noiva do caubói / Era você além das outras três”. “Aqui, o jogo de dramatização é muito forte e incentiva a criatividade”, pondera.

Com a pandemia e o isolamento social, Ana Maria há muito não conversa pessoalmente com crianças, especialmente os sobrinhos. “Sinto falta do contato afetivo”, afirma ela, que não imagina como este momento poderá afetar as crianças, mas algo poderá acontecer, principalmente a partir da observação que os menores fazem deste momento particular. “Nasci em 1941, durante a 2ª Guerra Mundial, e me lembro de ver minha mãe raspando o máximo que podia o papel que cobria a manteiga, pois havia racionamento. Tivemos, muitas vezes, de utilizar fogareiro à base de álcool para cozinhar”, comenta. “Criança é como uma esponja, absorve tudo com facilidade e o que mais preocupa hoje é a situação de pobreza coletiva no País.”

Ganhadora, em 2000, do Hans Christian Andersen, considerado o Nobel da literatura infantil, a escritora tem ainda projetos para sua literatura dedicada a adultos: no segundo semestre, espera lançar Vestígios, pela editora Alfaguara, seu primeiro livro de contos em que as histórias se entrelaçam a partir de indícios deixados pelos personagens. Outra obra, essa pela editora Ática, vai trazer reflexões que Ana Maria criou a partir de reações de seus leitores. “São pensamentos sobre educação, sobre letras”, explica ela, que não tem (ou não quer revelar) ainda planos para seu aniversário de 80 anos, em dezembro, na véspera do Natal. “Não planejei nada”, disfarça ela, ocupante, desde 2003, da cadeira 1 da Academia Brasileira de Letras, instituição que presidiu entre 2012 e 2013.

 

 

 

 

FONTE: https://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/ana-maria-machado-lan%c3%a7a-tr%c3%aas-livros-infantis-que-destacam-a-solidariedade/ar-BB1fI81a

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Daniel Giovanaz

Sob o pretexto de que o público-alvo do mercado editorial é apenas a elite, Guedes propõe tirar isenção sobre livros

leitura090421Pesquisa sobre hábitos de leitura no país contradiz diagnóstico da equipe econômica do governo Bolsonaro - Fernando Frazão / Agência Brasil

A Receita Federal estuda a possibilidade de retirar as isenções tributárias sobre livros no Brasil sob o argumento de que o público-alvo do mercado editorial seriam os ricos, com ganhos acima de 10 salários mínimos. A pesquisa mais recente sobre hábitos e interesse por leitura no país, divulgada em setembro de 2020, contradiz esse diagnóstico.

Segundo a 5ª edição do estudo Retratos da leitura no Brasil, realizado pelo Instituto Pró-Livro, 76% dos entrevistados, de todas as classes sociais, disseram gostar de ler em 2019 – 31% "muito" e 45%, "um pouco". Em 2007, na 1ª edição da pesquisa, esse número era de 62% – 28% "muito" e 39%, "um pouco".

O interesse crescente por leitura, no conjunto da população, contrasta com uma queda expressiva entre os entrevistados definidos como "classe A", conforme a faixa de renda. Nesse grupo, que reúne os mais ricos, os que "gostam muito" de ler eram 48% em 2015, e caíram para 42%. Os que gostam "um pouco" eram 42%, e passaram a 41%. E os que não gostam saltaram de 10% para 17%.

No conjunto da população brasileira, no mesmo período, o percentual dos que disseram não gostar de ler teve um recuo sutil, de 23% para 22%.

Nas bibliotecas, a classe A é minoria: apenas 3% têm esse hábito. Entre as classes B, C e D/E, o percentual é de 26%, 49% e 21%, respectivamente.

A pesquisa do Instituto Pró-Livro também reforça que nível de escolaridade não é sinônimo de gosto por leitura. De 2015 a 2019, o percentual de brasileiros com ensino superior que disseram "gostar muito" de ler despencou 9 pontos percentuais, caindo de 57% para 48%. Já os que "não gostam" passou de 8% para 12%.

Como funcionam as isenções

A legislação brasileira isenta as empresas do pagamento dos impostos PIS e Cofins para impressão de livros. A justificativa é evitar que os preços subam a ponto de se tornarem inacessíveis à maior parte da população.

O ministro Paulo Guedes propõe unir os dois impostos, criando uma Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) com alíquota de 12% e retirando as isenções ao mercado editorial. A mudança é parte da primeira etapa da reforma tributária apresentada pela equipe econômica do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que aguarda apreciação do Congresso Nacional.

A Receita Federal considera que não há correlação entre a isenção e a curva de venda de livros no Brasil e que a cobrança do tributo poderia fortalecer o orçamento das políticas públicas de educação.

Edição: Poliana Dallabrida

 

 

 

 

FONTE: https://www.brasildefato.com.br/2021/04/08/so-rico-le-e-um-mito-gosto-por-leitura-cresce-no-pais-e-diminui-entre-a-classe-a

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A Tribuna Piracicabana

A editora italiana Spazio Interiore, sediada em Roma, publica no início de maio o livro “La legge del perdono – riabilitazione di un suicida” de Ademir Barbosa Júnior (Dermes). O autor, que possui traduções de seus livros para italiano, inglês, espanhol, alemão e esperanto, pela primeira vez publica antes a tradução que o texto original. Conforme Dermes, “Tiziana Tonon, a tradutora, é uma grande batalhadora e preparou esta edição com muito cuidado (introdução, guia de leitura, glossário, bibliografia, mediações com a editora etc.).” As ilustrações são de Giacomo Belcari.

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O livro conta a história de Renato (“aquele que renasceu”), um suicida, que, no plano espiritual percebe que a vida e os problemas continuam e se reequilibra energeticamente de tal forma que pode ajudar a muitos outros, inclusive à família que deixou na Terra. Para tanto, conta com o auxílio dos Orixás, Guias e Guardiões. Por esse motivo, a editora estampa na capa a nota “Viaggio spirituale com le Guide e gli Orixás dell’Umbanda” (“Viagem espiritual com os Guias e os Orixás da Umbanda”). Segundo o autor, o livro foi escrito num momento de muita tristeza, em 2016. “Vi a situação inicial de Renato à minha frente. O personagem e sua história se apresentaram e resolvi escrever”, esclarece o autor. Para a tradutora, além da narrativa em si, o livro apresenta um “percurso de conhecimento inicial do mundo transcendente que caracteriza a Umbanda brasileira”. O autor é sacerdote de Umbanda (Pai Dermes de Xangô) e candomblecista (Tata Obasiré).

Dermes já publicou 65 livros solo, muitos deles com prêmios e certificações diversas, além de ter participado de antologias, prefácios, estudos críticos e ter trabalhos traduzidos para diversos idiomas. Têm contratados 22 lançamentos para 2021 e os próximos dois anos e ainda negocia 08 originais, dentre eles “A lei do perdão”. Seus livros vão do infantil e da poesia a estudos sobre a espiritualidade e as tradições das religiões tradicionais de terreiro e novelas policiais, contos, romances e ensaios. Também publicou 36 revistas autorais especializadas com temas diversos (Língua, Literatura, Biografias etc.).

Mestre em Literatura Brasileira pela USP, onde também se graduou em Letras, é Doutor honoris Causa pelo MCNG-IEG (2018) e pela FEBACLA (2019), Pós-graduado em Ciências da Religião pelo Instituto Prominas e titular da cadeira 62 da Academia Independente de Letras, com a divisa “Axé”. Professor, terapeuta holístico e oracular, acredita na força da palavra e na profissionalização do escritor. Nasceu em Piracicaba – SP em 1972. A cidade serviu de cenário para diversos de seus livros, como em “Peregrinas de Aparecida – pelas águas de Oxum” (Editora Aruanda, 2019), que conta a história de 16 mulheres que partem da Praça José Bonifácio, numa van, rumo à cidade de Aparecida. Contatos @dermesautor (Instagram) e 19997064603 (WhatsApp)

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Redação Acontece

Literatura infantil: mês de abril contará com atividades virtuais para crianças

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Espetáculos teatrais, musicais, contações de histórias e palestras fazem parte da programação

Durante todo o mês de abril a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SME), promoverá atividades virtuais em celebração à literatura infantil. Serão oferecidos, gratuitamente, espetáculos teatrais, musicais, contações de histórias e palestras nos canais de comunicação oficiais da SME.

 A iniciativa é organizada pela Divisão de Cultura (DIAC) da Coordenadoria dos CEUs (COCEU). A escolha do tema coincide com o fato de em 18 abril ser comemorado o Dia Nacional da Literatura Infantil e, também, por ocorrer entre os dias 12 e 18 a Semana de Incentivo e Orientação ao Estudo e à Leitura. A semana é resultado de parcerias entre as secretarias municipais de Educação (SME), de Cultura (SMC) e da Câmara Municipal, com o apoio de entidades do setor.  E faz parte do cronograma oficial do município desde que foi instituída pela da Lei Municipal nº 14.999/09.

A programação do Mês de Celebração à Literatura Infantil busca focar no universo da imaginação dos pequenos, contemplando bebês e crianças proporcionando espetáculos, contação de histórias e outras atividades, além de promover formação e debates acerca da importância da leitura nessa faixa etária.

Os eventos on-line serão transmitidos nas páginas do Facebook e Youtube da Secretaria Municipal de Educação e nas dos 46 centros educacionais unificados. A programação conta com eventos culturais contratados pela Divisão de Cultura da SME por meio de Proart, como os espetáculos “Contando Virtudes” e “Sarauzim”. Demais atividades são promovidas a partir de parcerias com produtoras e artistas através de Leis de Incentivo e articulação direta com colaboradores da área de cultura e educação.

 Confira a programação completa do Mês de Celebração à Literatura Infantil com links de transmissão.

 

 

 

 

FONTE: https://aconteceagora.com.br/literatura-infantil-mes-de-abril-contara-com-atividades-virtuais-para-criancas/

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Por Jornal do Brasil 

Romance da premiada escritora Sheyla Smanioto, incluída na lista Forbes Under 30, aborda a experiência repleta de fúria e desejo vivenciada por alguém que ocupa um corpo de mulher

<a href=  (Divulgação)

A relação da mulher com o próprio corpo. Todas as sensações que essa conexão é capaz de criar: dor, sofrimento, prazer, fúria, desejo. Tudo narrado pela protagonista do romance Meu corpo ainda quente (Editora Nós, 113 páginas), uma mulher que vive em um corpo emprestado e precisa escolher entre aceitar esse destino – que é o de todas as mulheres da cidade onde nasceu e mora – ou ir atrás do próprio corpo e retomá-lo para si. “(...) como eu vou saber que virei mulher, Mãe?”, “quando tomarem seu Corpo com um só olhar” – o livro é construído com trechos como este, que provocam reflexão a cada frase lida.

É claro que essa aventura distópica e cheia de subjetividade feminina e feminista foi escrita por uma mulher. Sheyla Smanioto pode ser classificada sem modéstia como uma garota-prodígio da literatura brasileira: tem 30 anos e já ganhou os principais prêmios do país – todos foram conquistados antes dos 30. Venceu o Prêmio Sesc de Literatura, o Prêmio Machado de Assis da Biblioteca Nacional, Prêmio Jabuti (3º lugar) e foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura. Por causa do grande destaque no mundo dos livros, em 2017 integrou a lista Forbes dos brasileiros com menos de 30 anos que fazem a diferença.

“Me considero uma migrante social. Vim de uma classe social mais baixa e, por causa da escrita, das palavras, tive acesso a um mundo diferente”, afirma Sheyla, filha de pai migrante nordestino, mãe do interior de São Paulo, nascida em Diadema, na Grande São Paulo, e que, por causa dos livros que escreveu, tem textos publicados em revistas brasileiras e estrangeiras e participou de eventos dentro e fora do Brasil.

Sheyla Smanioto encontrou no processo da escrita uma forma de se conectar com o próprio corpo, de buscar o prazer e de contar uma outra história sobre o corpo da mulher. “O corpo é um atravessamento de histórias. Por muito tempo, achei que o corpo era isolamento, prisão, limite”, explica. “Com a escrita, virei minha vida do avesso, voltei, renasci. E voltei com sede de inventar um novo corpo, não com a faca, sangue e frankenstein. Com palavras. Um novo corpo a partir de uma nova história sobre o corpo.” O corpo da mulher, o “ser” mulher e o que isso representa está presente nas 113 páginas do romance: “Agora você quer ser mulher, você sabe o que é ser mulher? É falar a verdade e sentir que está mentindo, é isso que você quer?”

A orelha do livro foi escrita pela filósofa Márcia Tiburi, que é enfática: “é impossível não ser virada do avesso, é impossível não ser tangida, devorada, atravessada, rasgada e costurada por Meu corpo ainda quente”.

livro070321Capa de Meu corpo ainda quente (Foto: Divulgação)

Do começo ao fim, o romance escancara as dores e os questionamentos intrínsecos ao “ser” mulher – “Era uma vez uma menina que vivia em um reino onde as mulheres não possuíam o próprio Corpo e aprendiam, desde pequenas, a se esconderem em um canto do Corpo pros homens poderem usar.” Na cidade fictícia de nome “Vermelha”, que funciona como local de desova da ditadura militar, as mulheres não são donas do próprio corpo. E é lá que a jovem Jô empreende uma jornada de busca pela história da mãe, das suas ancestrais, do significado da morte para todas as mulheres e do próprio corpo.

Meu corpo ainda quente é para ser lido em um só fôlego, com toda tensão, fúria, medo, afeto e paixão que o corpo de uma mulher carrega.

Sobre a autora

Sheyla Smanioto tem 30 anos, é graduada em Estudos Literários pela Unicamp, onde fez mestrado em Teoria Literária. Com o primeiro romance, Desesterro (2015 – Ed. Record), ganhou o Prêmio Sesc de Literatura e o Prêmio Machado de Assis da Biblioteca Nacional. Ficou em terceiro lugar no Prêmio Jabuti e foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura. Integrou a lista Forbes Under 30, em 2017. Participou do Salão do Livro de Paris, do Printemps Littéraire Brésilien e da Feira de Guadalajara. Com o novo livro, Meu corpo ainda quente, foi contemplada com o incentivo Rumos, do Itaú Cultural.

Sobre a Editora Nós

Criada em 2015 pela jornalista e escritora Simone Paulino, a Nós é uma editora brasileira conhecida por seus projetos literários inovadores. Nas publicações da Nós se destacam a qualidade editorial e gráfica, e principalmente a missão de interferir na formação cultural dos leitores e na sociedade, por meio da articulação transparente, democrática e inclusiva de parceiros que também compartilham deste ideal. Sempre em busca de um intercâmbio cultural e intercontinental, a Nós marca presença constante em países da Europa, como França, Itália e Portugal, onde acaba de abrir seu primeiro escritório fora do Brasil.

Ficha técnica: Meu corpo ainda quente (113 páginas) / Autora: Sheyla Smanioto / Editora Nós / Preço sugerido: R$ 46,00.

 

 

 

 

FONTE: https://www.jb.com.br/cadernob/ideias/2021/03/1028728-dica-de-leitura-para-o-mes-da-mulher-meu-corpo-ainda-quente-e-um-manifesto-poetico-feminista.html

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