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Arwa Haider - BBC Culture

Quando a premiada cantora e compositora Billie Eilish, de 19 anos, anunciou o lançamento de segundo álbum, muitos fãs ficaram em polvorosa nas redes sociais a respeito de uma possível "mensagem oculta" conectando os nomes de várias de suas músicas: My Future [is] Everything I Wanted; Therefore I Am, Happier Than Ever.

billie eilish090621Getty Images - As músicas de Billie Eilish tratam de sua saúde mental e a vulnerabilidade pessoal

Em tradução livre, seria algo como: Meu futuro [é] Tudo o que eu queria; Por isso, eu estou, Mais feliz do que nunca.

Isso pode ser uma mera seleção aleatória do catálogo de Eilish, mas a ideia de uma "mensagem secreta" para os ouvintes expressando sua felicidade também é persuasiva, sobretudo porque sua obra aborda a saúde mental e a vulnerabilidade pessoal.

A música pop é universal e intensamente subliminar. A melodia atraente chama a nossa atenção, mas são os elementos codificados (liricamente e visualmente) que realmente conectam a composição com a gente — e, em sua forma mais poderosa, são positivamente transformadores.

A música pop é com frequência apontada como de "pouco peso" devido ao seu público jovem, estilo simples e status mainstream, mas esses elementos são, na verdade, onde sua força se esconde. Elas não originam questões de bem-estar mental, igualdade, liberdade, ativismo — mas as transmitem para as plataformas mais abrangentes possíveis.

Na era digital, as grandes estrelas da música podem fazer os seguidores se sentirem como confidentes, com nomes como Taylor Swift dando pistas sobre novos lançamentos ou subtextos de músicas.

As postagens nas redes sociais podem não ter sido uma experiência de formação de vínculo para as gerações passadas de devotos do pop (como a minha), mas pelo menos podíamos ler nas entrelinhas de uma vasta variedade de revistas de música — incluindo a quinzenal Smash Hits, que circulou de 1978 a 2006, no Reino Unido.

"Crescer ouvindo música pop me ajudou a criar um segundo mundo em que eu pudesse me encaixar... Na Smash Hits, a escrita tinha que ser incisiva e bem-humorada o suficiente para manter os leitores mais velhos engajados, mas também tinha que ser emocional e direta o bastante para o público mais jovem", conta Alex Kadis, ex-editor da revista, à BBC Culture.

Assim como acontece com as letras das músicas, essa imersão na música pop operou em mais de um nível ao mesmo tempo — embora a mensagem subjacente fosse um senso de camaradagem; o pop é essencialmente uma força unificadora.

Kadis insiste que mesmo as letras e posturas mais superficiais podem evocar um poder codificado — incluindo a boy band do início dos anos 1990, New Kids on the Block. "O New Kids on the Block trouxe um tipo de expansividade que não tínhamos no pop britânico há algum tempo", argumenta Kadis, que agora é empresário musical e consultor da indústria.

"A música deles seguia muito uma fórmula, era repetitiva, meio que um mantra. Eles tinham uma arrogância, e quando você assistia a eles se apresentando, você absorvia algo disso; a ideia era: 'você poderia fazer parte dessa turma'."

"Eu vi isso novamente, anos depois, trabalhando no marketing de lançamento do One Direction. Agora, o BTS também incorpora muito dessa mentalidade, e a conexão com seus fãs é tão poderosa. Muita música pop é realmente importante porque convida você a se tornar parte de um movimento, não importa o que seja. É um pouco como uma rede de apoio", avalia.

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Kevin Mazur/Getty Images -
Alguns fãs de Billie Eilish afirmaram ter encontrado uma mensagem secreta nas faixas do seu segundo álbum, 'Happier Than Ever'

Quando criança e adolescente, eu não captei o conceito de resistência ou de representatividade por meio do noticiário. Aprendi tudo com o pop.

O mainstream ocidental da década de 1980 parecia tanto excessivamente materialista quanto estranhamente puritano. O estilo exagerado abundava, da moda às produções musicais, mas um tom fortemente preconceituoso também conduzia os governos conservadores no Reino Unido e nos Estados Unidos, assim como a cobertura da imprensa, sobretudo quando se tratava de expressão social e sexual.

Essa tensão provou ser um terreno fértil para o pop codificado, desde a política de gênero do Eurythmics e do Culture Club, até os incisivos protestos operários de Bruce Springsteen.

A revista Smash Hits publicaria perfis da banda pop The Blow Monkeys, cujas melodias suaves transmitiam solidariedade às comunidades LGBTQIA+ (Digging Your Scene, de 1986) e oposição ao governo de direita de Margaret Thatcher no Reino Unido — em vários detalhes evidentes, incluindo o dueto de 1987 com Curtis Mayfield em (Celebrate) the Day After You.

Enquanto isso, a banda Frankie Goes to Hollywood, de Liverpool, era brilhantemente rebelde e descontraída, famosa pelo grande sucesso "proibido" Relax de 1984 (no encarte do álbum de estreia, o baixista da banda Mark O'Toole admitiu: "Quando foi lançada, costumávamos fingir que era sobre motivação e, na verdade, é sobre sexo").

Mas também escondia referências à Guerra Fria, à arte de vanguarda e à filosofia em seus singles subsequentes (Two Tribes estava repleto de sinais visuais e sonoros sobre líderes soviéticos e ocidentais, incluindo Lenin, Reagan e Thatcher, assim como clipes de filmes de informação pública sobre a guerra nuclear; enquanto Welcome To The Pleasuredome deixou os fãs do pop impressionados ​​com a influência do poema Kubla Khan, de 1797, de Samuel Taylor Coleridge, que escreveu inspirado pelo ópio).

O vocalista da banda, Holly Johnson, se mantém fiel ao pop codificado; seu single solo de 2015, Dancing with No Fear, captura a euforia instantânea das pistas de dança, mas também uma esperança subjacente: de viver sem as restrições tóxicas da homofobia e outros preconceitos.

Gerações de músicos recorreram a insinuações e letras ambíguas para obter um efeito subversivo.

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Mike Maloney/Mirrorpix/Getty Images -
Holly Johnson, vocalista da banda Frankie Goes to Hollywood, posou do lado de fora da Casa Branca com um retrato em tamanho real do então presidente americano Ronald Reagan em 1984

A década de 1990 rendeu músicas pop de raves que brincavam com um sistema disposto a reprimir a cultura clubber e as referências às drogas — é o caso de Ebeneezer Goode da banda escocesa The Shamen, de 1992, que chegou ao topo das paradas, e do single inebriante Bedtime Story, de Madonna, de 1995 (em parceria com Bjork).

No século 21, as letras codificadas ainda expressam identidade sexual e liberação, quer o mainstream capte imediatamente a mensagem ou não.

Quando Lil Nas X foi criticado pelo conteúdo "inapropriado" de sua serenata gay Montero (Call Me by Your Name) no início deste ano, ele denunciou a hipocrisia conservadora por meio de sua conta no Twitter, com uma referência a seu sucesso de 2019, Old Town Road:

"Eu literalmente canto sobre lean (um tipo de droga) e adultério em Old Town Road. Você decidiu deixar seu filho ouvir. Culpe a si mesmo."

Alguns artistas pop se tornam cada vez mais destemidos com a fama; outros demonstraram um forte para mensagens codificadas que vão além de suas notas finais.

O glorioso álbum Blackstar (2016), de David Bowie, continua a revelar segredos desde seu lançamento (no 69º aniversário de Bowie e alguns dias antes de sua morte); além das referências do disco à mortalidade, há uma qualidade mágica em sua arte abstrata — um fã descobriu que quando a capa monocromática é exposta à luz solar direta, aparece uma galáxia de estrelas.

Enquanto isso, os primeiros shows solo de Beyoncé incluíam imagens de arquivo de líderes inspiradores, incluindo Martin Luther King.

Mas tem sido emocionante vê-la usar progressivamente sua plataforma para incorporar temas de empoderamento negro, herança africana e igualdade: homenageando os Panteras Negras por meio de coreografias e acessórios em sua apresentação no Super Bowl 50 (2016), antes de lançar o álbum Lemonade, que ofereceu vários insumos para um debate acalorado (na faixa Sorry, a tão falada referência a "Becky with the good hair" ("Becky do cabelo bom", em tradução livre) não era apenas Bey supostamente enfurecida com a traição do marido — sem dúvida denuncia também a objetificação histórica e marginalização das mulheres negras).

Codificado desta forma, é uma evolução intuitiva lançar seu filme/trilha sonora de 2020, Black Is King, e celebrar, como ela mencionou em seu discurso no Grammy de 2021, "todos os belos reis e rainhas negros que continuam a me inspirar e inspirar o mundo inteiro".

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Getty Images -
Após críticas a clipe lançado em 2021, o rapper Lil Nas X esclareceu que a classificação indicativa de seu sucesso de 2019 'Old Town Road' não era exatamente para menores

O mérito também deve ser atribuído aos talentos musicais emergentes que incorporam temas codificados em seus trabalhos.

A jovem cantora e compositora londrina Poppy Ajudha cria melodias que comunicam temas e possibilidades mais profundas, a partir de um espírito suave, mas resiliente — do single de 2020 Black Joy. Black Peace. Black Justice à sua versão de Watermelon Man, de Herbie Hancock (nas cenas do clipe, vemos detalhes de fundo incluindo cartazes de protesto — "FIM DO RACISMO SISTÊMICO" — no quarto de Poppy).

"A música deveria falar dos tempos. Minha música fala sobre o que está acontecendo agora", diz Ajudha à BBC Culture.

"Um artista contemporâneo deveria escrever sobre o que está acontecendo no mundo, porque isso é um marcador da história; você não pode apagar uma música que as pessoas amam. Grande parte da história é apagada, mas a música pop é subversiva; ela une as pessoas para gerar mudança."

"Quando fui para a universidade e estudei gênero, antropologia e tendências contemporâneas na sociedade, ser encorajada pelo conhecimento de escritores e pensadores incríveis me fez perceber o que eu queria escrever e cantar: sobre feminismo, questões sociais, minha herança mestiça."

"Era sobre identidade, porque isso desempenha um papel tão importante em como nos vemos e como a sociedade nos vê. Acho que isso só cresceu, quanto mais eu escrevia músicas e via como as pessoas reagiam a elas."

"Parecia que estava fazendo as pessoas se sentirem menos sozinhas. Eu percebi: 'É por isso que eu quero fazer isso; é disso que a música se trata' — devemos nos conectar, compartilhar experiências e atravessar a merda juntos."

"Não quero que minha música apenas comente sobre como as coisas são difíceis, quero que (os ouvintes) se sintam capacitados para fazer algo, independentemente do que o mundo diga a eles, para mudar as dificuldades que enfrentam."

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Burak Cingi/Redferns/Getty Images -
Poppy Ajudha adora o poder transformador da música pop

Em faixas como Strong Woman, Ajudha também argumenta que há uma força codificada ao expressar desafios pessoais:

"Artistas carregam muitas emoções; permitimos que as pessoas sejam vulneráveis ​​por meio da nossa vulnerabilidade. É uma espécie de bênção e maldição; significa que somos muito dramáticos, mas também significa que conseguimos sentir a plenitude da vida, o que pode ser opressor às vezes, mas também muito bonito."

À medida que o pop contemporâneo se torna cada vez mais globalizado, suas mensagens e conexões codificadas parecem mais abrangentes do que nunca, além da visão de mundo ocidental.

O inglês tem sido tradicionalmente a língua franca da cultura pop mainstream, mas o significado do pop tem mais possibilidades do que nunca para os fãs contemporâneos — quer estejam aprendendo novos vocabulários e perspectivas sociais enquanto seguem suas estrelas favoritas do K-pop, do Afrobeat e da cena latina, por exemplo, ou postando especulações sobre a "mensagem oculta" de Billie Eilish.

"O pop toca no idealismo da juventude; ele aumenta a consciência de gênero, raça, emoção, com elementos que você pode interpretar como quiser", avalia Kadis.

"O fato de que isso se traduz em todo o mundo, em diferentes idiomas e culturas — esse é o poder da música pop."

Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Culture.

 

 

 

 

 

FONTE: https://www.bbc.com/portuguese/vert-cul-57268287

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Louise Queiroga

A banda sul-coreana 2Z anunciou um encontro online para fãs brasileiros, com tradução para português. O evento está previsto para o dia 16 de julho, uma sexta-feira, oferecendo dois minutos de conversa para cada detentor de um ingresso, que custa R$ 120 e pode ser adquirido por meio do site da Sympla. As sessões serão transmitidas pelo Zoom e ocorrerão das 19h às 21h.

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A venda dos ingressos começará às 12h do próximo sábado, dia 29. Serão disponibilizados 100 passes para a videochamada, considerando que será atendido um cliente por vez.

As instruções de acesso serão enviadas por e-mail, conforme cadastro feito no site da Sympla. Mas a produtora Highway Star, que organiza o evento online, já adianta que, para participar, é necessário ter acesso à internet em um dispositivo eletrônico, seja celular, computador ou tablet, com fones de ouvido ou alto-falante, microfone, além do download da plataforma Zoom.

A 2Z, formada por Ho Jin (vocais), Ji Seob (guitarra), Jung Hyun (baixo), Bum Jun (bateria) e Zunon (percussão e teclados), estreou em janeiro de 2020, com EP "We Tuzi". Durante o evento com fãs brasileiros, os músicos devem estar em meio às atividades promocionais de seu primeiro álbum de estúdio, "Act1", que inclui os singles "O@SIS" (videoclipe abaixo) e "Stupid".

 A banda 2Z é o quinto convidado da série de eventos virtuais “Highway Meet”. Entre atos do K-pop, já participaram os grupos KARD e UNVS, a cantora Minzy e o cantor Kisu. O objetivo dos encontros online é encurtar a distância entre os fãs e os artistas durante a pandemia da Covid-19, que impossibilita a realização de shows presenciais dos ídolos sul-coreanos no Brasil.

 

 

 

 

FONTE: https://extra.globo.com/tv-e-lazer/k-pop/banda-sul-coreana-2z-anuncia-evento-virtual-para-brasileiros-saiba-como-participar-25031952.html

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A dupla registra quase 760 mil ouvintes mensais no Spotify e 53 milhões de views no YouTube

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Foto: Divulgação

Eles são mais um daqueles bons exemplos do sertanejo que nasceu em família, desde criança, e ganha o Brasil de forma arrebatadora. Clayton e Romário são ouvidos por quase 760 mil pessoas mensalmente no Spotify e somam quase 53 milhões de views no seu canal do YouTube.

A dupla, uma das queridinhas do público mineiro, lançou, em 2020, o DVD “No Churrasco”, um trabalho recheado de releituras de sucessos. O hit “Pingaiada” é o grande destaque do DVD e já se aproxima dos 10 milhões de visualizações. O trabalho trouxe notoriedade à dupla, que ganhou destaque entre o público e a crítica especializada como uma das duplas promissoras da nova geração.

Mas, afinal, quem é a dupla Clayton e Romário? Qual a sua trajetória? Os artistas são o destaque de hoje do “Quem é”. Lançado em fevereiro, o quadro do POPline.Biz é Mundo da Música traz nomes que estão dando o que falar no mercado como Brena Gonçalves, Luan Estilizado, Illy, DJ Guuga, Gabriela Rocha, Hotelo, Kant, Zé Vaqueiro, Malu, Diego & Victor Hugo, Krawk, Vitor Fernandes, Rai Saia Rodada, Salvador da Rima, Kawe, Nathan, MC Drika, OUTROEU e mais.

Acompanhe os artistas que estão se destacando na indústria musical acessando nosso Instagram, @poplinebizmm

Quem é Clayton e Romário?

Nascidos em Goiás, os irmãos Clayton e Romário começaram a se interessar pela música ainda crianças. Conquistaram o Centro-Oeste do país e foram afinar as cordas das violas em Barretos (SP), onde tiveram a certeza de que poderiam ir mais além na carreira musical.

Durante seis meses moraram na Espanha, na Europa. Ao voltarem ao Brasil foram direto para Espírito Santo, onde os aprendizados que trouxeram na bagagem foram muito importantes. Mas foi na cidade de Guarapari (ES) que o destino dos dois começou a mudar.

Tempos depois, atraídos para Minas Gerais, ganharam raízes em Belo Horizonte, onde permanecem até hoje. Eles não escondem a paixão e gratidão que têm pelos mineiros, que os acolheram tão bem. Escolheram a cidade de Betim como cenário para a gravação do primeiro CD e DVD, intitulado “Só Tá Começando”, gravado em 2009. Já em de 2012, lançaram o álbum “Só as Melhores” com regravações de sucessos e as inéditas “Ninguém é De Ninguém” e “Tá Querendo Eu”.

Foi em 2014 que a dupla ganhou destaque no cenário musical brasileiro, com o projeto “Casulo”, inspirado na faixa que possui o mesmo nome, e conta com a participação da dupla Guilherme & Santiago.

No mês de janeiro de 2016 lançaram o CD e DVD “Clayton & Romário Acústico”, gravado na cidade de Belo Horizonte, com participações de Felipe Araújo e João Reis. No ano seguinte, a dupla fez a Tour USA, com seis apresentações nos Estados Unidos.

Em 2018 lançaram o DVD “Pra Toda Hora”. Disponível para streaming e download, “Pra Toda Hora” conta com 15 faixas que trazem não só clássicos sertanejos, como também músicas inéditas de autoria da dupla como “Sorriso Falso”, “Fala”, “Você Sabe Que é Mentira” entre outras. A música de trabalho escolhida para representar o novo projeto foi “Saudade Come” (Lari Ferreira, Diego Silveira, Rafa Borges, Nicolas Damasceno e Bruno Nunes), que soma mais de 1,4 milhão de visualizações.

Em 2019 lançaram o single “Não Pensa me Liga” com participação do cantor Felipe Araújo, e na sequência, e 2020 foi a vez dos irmãos lançarem o DVD “No Churrasco”, um trabalho recheado de releituras dos sucessos do passado, e que terá sequência com “No Churrasco 2”. Com lançamento previsto para o segundo semestre de 2021, o DVD terá participação de Zé Vaqueiro, Jorge&Mateus e Guilherme&Benuto.

A dupla ainda lançou em abril um EP com um compilado de músicas que tocaram durante as lives de 2020, confira:

 

 

 

 

FONTE: https://portalpopline.com.br/quem-e-clayton-e-romario-dupla-sertaneja-do-hit-pingaiada/

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Cantora canta clássicos e traz novidades de carreira em evento que rola no dia 28 de maio

Com a agenda de shows ainda estacionada por conta da pandemia, Gal Costa voltará ao circuito de lives para uma apresentação na próxima sexta-feira, dia 28 de maio, às 20h, diretamente do  Teatro Bradesco. Celebrando 75 anos de vida, a cantora, que já está vacinada contra a Covid-19, conta com transmissão gratuita pelo YouTube do Teatro, com clássicos de carreira e da MPB.

No setlist, canções como “Meu Bem, Meu Mal”, “Negro Amor”, “Coração Vagabundo”, “Só Louco”, “Baby” e tantas outras. Este show é a oportunidade dos fãs matarem a saudade de Gal, que está afastada dos palcos repeitando as medidas de segurança conta o coronavírus.

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Está é a primeira vez que Gal apresenta as músicas de seu recente álbum de estúdio, lançado em fevereiro, “Nenhuma Dor”,que  reúne os dez singles na companhia de outros grandes artistas nas plataformas digitais, em novembro de 2020. Em sua segunda live, a cantora faz um espetáculo estritamente musical, em que os protagonistas são sua voz e as canções.

“Eu estou muito feliz em retornar aos palcos em uma live. Mesmo não tendo público presente, é uma alegria muito grande poder levar música, diversão e um acalanto para as pessoas nesse momento tão difícil que todos nós estamos passando. A arte é um bálsamo e alivia a dor da gente”, declara a artista.

Foto: Julia Rodrigues / Biscoito Fino

Vem aí!

Ao longo do ano, o YouTube do Teatro Bradesco seguirá trazendo a programação de uma live por mês, em dois formatos: “Teatro Bradesco Apresenta”, com um show musical, e “Teatro Bradesco Bastidores”, que tem como proposta levar um ambiente mais intimista e descontraído ao público.

Com muita música e histórias, o bate-papo conduzido pelo músico João Marcello Bôscoli leva convidados para ainda mais próximo di público, mesmo que de forma online. No Instagram do teatro, haverá conteúdos complementares, como dicas de playlists e podcasts, além de vídeos.

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Foto: Reprodução / YouTube

A cada mês, artistas, músicos e palestrantes protagonizaram várias parcerias em formatos inéditos e inusitados nas plataformas como Seu Jorge, Daniel Jobim, Leandro Karnal, Maurício de Sousa e Turma da Mônica, Oswaldo Montenegro, Ana Carolina, Karen Hill e outros.

 

 

 

 

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Promovido pela Mastercard, neste sábado (22), o show contará com grandes sucessos do Samba

alcionecriolo190521Foto: Divulgação

A rainha do samba, Alcione, e o rapper indicado ao Grammy Latino, Criolo, se unem em um encontro musical inédito neste sábado (22), às 21h30. Promovido pela Mastercard, o show contará com grandes sucessos do gênero musical mais brasileiro de todos: o Samba. A live será transmitida no canal do YouTube da Mastercard Brasil e no Multishow.

O evento celebra o alcance da segunda meta do movimento “Faça parte: comece o que não tem preço”, que já doou o equivalente a mais de 5 milhões de refeições via organizações não governamentais para comunidades carentes em combate à fome e à pobreza.

Durante a live, um QR Code ficará disponível na tela para que o público também possa fazer doações. Cada real doado será revertido em um prato de comida a ser destinado às famílias mais afetadas pela pandemia por meio da ONG Ação da Cidadania.

Com o mesmo propósito, a Mastercard já promoveu três lives inéditas no ano passado: Gilberto Gil e IZA, em junho; Milton Nascimento, Liniker e Xenia França, em julho; Elza Soares, Agnes Nunes e Seu Jorge, em setembro. Assim como nas primeiras edições, esse novo encontro também foi pensado por Zé Ricardo, renomado curador artístico do palco Sunset do Rock in Rio, a pedido da WMcCann, que assina as peças de comunicação.

 “O samba é um dos maiores símbolos da cultura brasileira. Poder revisitar grandes sucessos cantados por estrelas como Alcione e Criolo significa oferecer o que tem de melhor ao nosso consumidor sem que ele precise sair de casa. Tudo em prol do combate à fome ao arrecadar doações para os mais afetados pela crise neste momento. É um convite irrecusável para que todos façam parte desta luta ao começar o que não tem preço”, afirma Sarah Buchwitz, VP de Marketing e Comunicação da Mastercard Brasil.

Já Zé Ricardo comemora o evento como um “celebração ao samba e à vida” e revela que será “encontro de dois artistas brilhantes que vai surpreender e emocionar”. Segundo ele, o repertório irá proporcionar ao público uma viagem através do tempo e terá desde canções icônicas da era do rádio, até grandes sucessos que o Brasil inteiro canta. “Assim como as outras Lives que criei para esse projeto lindo da Mastercard, o encontro de Alcione e Criolo também está sendo construído artesanalmente. Em cada detalhe. Porque eu acredito que a música transforma, amplia horizontes e faz com que momentos assim virem memória”, diz Zé Ricardo.

Todas as recomendações das autoridades de saúde serão seguidas durante o evento. Também haverá transmissão em libras.

“Faça Parte: comece o que não tem preço”

Na primeira fase do movimento, lançado em junho do ano passado, a Mastercard havia firmado o compromisso de doar o equivalente a 2 milhões de refeições para comunidades carentes ao longo de 2020, meta superada em menos de dois meses. A marca, então, ampliou a meta inicial e se propôs a doar 5 milhões de refeições via organizações não governamentais, objetivo que também foi alcançado.

Agora, consumidores em todo o país podem continuar contribuindo com o movimento e auxiliando aqueles que mais precisam. Com o lançamento das transferências entre pessoas via WhatsApp, a iniciativa inaugura uma nova etapa: para cada transferência realizada pelo aplicativo com cartões Mastercard, a empresa doará 2 centavos para amparar os mais afetados pela pandemia da Covid-19.

 

 

 

 

FONTE: https://portalpopline.com.br/alcione-e-criolo-se-unem-em-encontro-musical-inedito/

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Julio Maria

Apresentação feita em outubro, durante o Rio Montreux Jazz Festival, uniu dois expoentes das cordas brasileiras

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Quando o mundo somava quase sete meses em regime de isolamento, em outubro de 2020, o produtor Marco Mazzola conseguiu realizar um dos mais originais projetos online da era pandêmica. A uma população de amantes do jazz, que sofria sinais de abstinência de uma das expressões que mais dependem de presenças físicas para acontecer, convenceu os donos da marca suíça Montreux Jazz Festival e fez o que nem a matriz ousou fazer: uma segunda edição do evento no Rio, sediada em um hotel que garantisse uma bela vista da orla que o mundo se acostumou a ver. Contou com uma base nos Estados Unidos, de onde os artistas que não podiam viajar fariam seus shows, e levou para o Fairmont Copacabana nomes que já estavam no Brasil. Stanley Jordan, no País, se uniu ao guitarrista Diego Figueiredo; o grupo vocal gospel Sing Harlem fez sua homenagem a Milton Nascimento dos Estados Unidos e Milton a respondeu daqui; Letieres Leite compareceu com sua Orkestra Rumpilezz e Toquinho e Yamandú Costa cruzaram seus violões.

O show de Yamandú e Toquinho, feito em 25 de outubro de 2020, mesmo sem grandes planejamentos e depois de apenas dois ensaios, será lançado em áudio nesta sexta, 21. "Não há pretensão alguma em fazer sucesso com isso", diz Yamandú ao Estadão, de Lisboa, onde vive desde dezembro de 2020. "O que fizemos foi uma grande homenagem ao violão brasileiro, mais do que às nossas carreiras." Surpreso com a decisão do lançamento, Toquinho também tirou o foco de qualquer cerimonial. "Se soubesse que seria lançado, eu teria ensaiado mais", disse, rindo.

São dez temas nos quais se revezam os representantes de duas gerações e escolas de violões tão diferentes, e este parece ser um ponto que fica interessante ao vivo. Eles só se encontram mesmo em quatro momentos: Apelo (de Baden Powell e Vinicius de Moraes, de 1966); no choro Odeon (Ernesto Nazareth, de 1909, com letra que Vinicius foi colocar só em 1968); em Tua Imagem (de Canhoto da Paraíba, de 1968); e na música Bachianinha nº 1 (do mestre de Toquinho, Paulinho Nogueira, feita em 1965). Em outros temas, fazem suas performances solo: Toquinho nas caymmianas O Bem do Mar ligado a Saudade da Bahia e em Asa Branca, e Yamandú em A Legrand, feita ao francês Michel Legrand mas inédita em gravações; além de Porro e Sarará.

Por vezes, há um pouco de Yamandú em Toquinho quando se ouve a abertura de O Bem do Mar. Sua mão direita vem mais pesada na intensidade com que age sobre as cordas, tão marcante nas explosões do amigo gaúcho. A voz de seu violão, algo entendido logo no início de suas aulas, ainda menino, com o professor Paulinho Nogueira, e que se tornou uma marca antes mesmo que ele virasse o compositor consagrado por parcerias - Jorge Ben, Chico Buarque, Vinicius -, se faz muito das melodias tocadas ao mesmo tempo em que os acordes que encadeia como um mestre. O violão de Toquinho é das canções, das harmonias, e não dos solos, o que não o torna menor. Mas o clima do espontâneo que se vê em sua passagem por Montreux cobra um preço. Nem todas as frases chegam limpas e os andamentos podem se apressar. Coisas das apostas nas quais mais valem as amizades e o sabor do momento do que o peso da exatidão.

A origem de Yamandú, bem mais ao sul do paulistano Toquinho, vem da confluência de argentinos, gaúchos e mouros. O choro do Sudeste só chegou depois. Sim, ele diz, a colonização árabe em território gaúcho é percebida. "A relação com o cavalo, o assado, temos muito desses resquícios." E, na música, ele se reconhece agora ainda mais, respirando os ares de Lisboa. Seu violão de personalidade flamenca e cigana parece procurar sempre o espetáculo, algo que o difere da sobriedade de Raphael Rabello, e não se doma por partituras que, aliás, ele não lê. O outro lado de quem mantém uma temperatura sempre elevada em sua performance talvez esteja nos efêmeros tempos na delicadeza e na pouca capacidade de permanência nos campos da contemplação. O violão de Yamandú, como um bailarino espanhol, quer sempre os aplausos depois de um grand finale.

Sua vivência ibérica vai render um primeiro projeto a ser divulgado a partir do próximo dia 12. Caminantes é um álbum gravado em trio, com seu violão de sete cordas, a guitarra portuguesa do lusitano Luis Guerreiro, um virtuoso expoente da música moderna portuguesa que já esteve com a cantora Mariza em grandes salas de concerto do mundo, e o bandoneon do argentino Martin Sued, também de digitações ágeis e frases longas. Um álbum autoral que mostra uma outra matriz racial pouco falada, mas muito formadora da linguagem brasileira não ligada diretamente à África. A música peninsular de Yamandú, Sued e Guerreiro mostra como o fado, o tango e a milonga saem, ao final, de uma mesma mãe.

 

 

 

 

FONTE: https://www.terra.com.br/diversao/musica/yamandu-costa-e-toquinho-terao-encontro-lancado-em-album,d6da3a9abb3efb16219d1cacd7954ab9n8v419p1.html

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